sábado, 27 de janeiro de 2007

Catorze Anos Depois...

... eu finalmente me encontrei cara-a-cara com o Bruno. Alias, dificil eh dizer Bruno, prefiro ainda chama-lo de BGA. Era o seu nickname nos gloriosos tempos da Bitnet. Eu era a LittleOne, se algum de voces frequentava o Relay nos terminais IBM de fosforo verde espalhados pelos NPD's das universidades publicas ha mais ou menos 15 anos atras.

Pode parecer grego para alguns, entao explicarei o basico. No comeco dos tempos, antes de todo esse maravilhoso mundo internetico, havia a BITNET - Because It's Time Network. A BITNET era uma rede entre universidades americanas, fundada em 1981 por Ira Fuchs da City University of New York (CUNY) e Greydon Freeman da Yale University. O primeiro link da rede foi justamente entre a CUNY e Yale. No auge, em 1991, a BITNET se estendia a quase 500 organizacoes e 3,000 nodes, todas instituicoes de ensino. Com o advento dos sistemas TCP/IP e da Internet no comeco dos anos 90, a popularidade da BITNET e seu uso diminuiram rapidamente e eventualmente ela acabou. A BITNET possuia um servico de chat, chamado de BITNET Relay Chat, e foi aih que a estoria comecou...

O BGA era um dos usuarios e teclava da UEM em Maringa. Eu teclava da UFMG, Belo Horizonte. Havia mais gente da UFSC, UFPB, CEFET-MG, UEL, UFRGS, UFBA, UFF, UERJ, UFRJ, USP, e por ai vai. Tempos bons, aqueles. Tempos loucos...

Voltando `a noite de ontem, passamos agradaveis momentos conversando sobre os velhos tempos da BITNET, sobre o que fizemos nesses 14 anos, sobre o tempo frio de Nova Iorque, sobre o vento inclemente... A ideia inicial era jantar no Chumley's, um speakeasy da epoca da Lei Seca localizado no West Village. Mas eu nao havia feito reserva contando com o frio, e quando chegamos a espera era de 1 hora. Acabamos indo ao Caliente Cab, que nao tem todo o glamour do Chumley's, mas nos acomodava imediatamente. Apos o jantar mexicano, finalizamos a noite com um delicioso capuccino e cheese cake na Rocco's Pasticeria. Sai da dieta...

Ahhhh, a BITNET...

6 comentários:

gilrang disse...

m.,

you should try your chances as a story teller...

it's amazing how time turns our lives around without asking, without caring... and we are just fallen leaves caught in the whirl... just torn clouds stretching through the skies, adapting ourselves to the moment, to the wishes of time...

Catellius disse...

Oi Patrícia
Nova Iorque é tudo de bom...
Pena que eu ainda não a conheça. Rs
Quero muito conhecer.
Fui à Europa, África, Ásia, outros países da América LatRina, mas não conheço os EUA, de que sou fã em incontáveis aspectos. Mas o país tem me decepcionado um pouco nesse neo-fundamentalismo cristão e no inédito desrespeito aos princípios democráticos americanos.
Mas quero muito ir para aí em 2008 com minha esposa. Se for o caso, entramos em contato com você para um café na starbucks... rs
Abraços
ps. o eleitor entrou no meu blog e foi agressivo com você. fiquei seriamente inclinado a excluir o comentário mas por enquanto estou tolerando esse tipo de coisa, desde que não descambe para o xingamento ou para textos intermináveis colados da internet. vamos ver no que vai dar...
mais uma vez, abraços

Bruno disse...

Ehehehehehehe... Sinto-me honrado de ser tema de um post seu. :) Minha versão sao assim que arranjar um tempinho para escrevê-la.

De qualquer forma, faltou um detalhe importante em sua narração. Foram 14 anos mas poderia ter sido ontem ou a 50 anos atrás. Você continua sendo a pessia mais reclamona que eu conheci em toda minha vida e provavelmente é por isso que curto tanto você. ;)

André disse...

Patrícia, esse cara q chamou vc de provinciana no Pugnacitas ("Eleitor", do Blog do Eleitor - nome e título bem cretinos, aliás) escreve errado no blog dele, muito errado. Quer fazer o tipo independente, às vezes com posições tipicamente petistas, às vezes de direita, às vezes nada disso. esse tipo de gente é bem comum.

heitor abranches disse...

Patricia,
Parabens pelo seu sucesso em Nova Iorque. Precisamos de mais gente como vc que possa ter sucesso em qualquer parte do mundo e especialmente nos Estados Unidos onde a competência é valorizada e devidamente remunerada. Antigamente, eu até simpatizava com a idéia do brain drain mas hj mudei de idéia completamente. O que seria das elites da Venezuela, da Bolívia, e muitos europeus e brasileiros se não fosse os EUA para acolhe-los. Lembro-me que tive um professor alemão que me dizia que gostava do sistema americano. Ele achava o sistema alemão muito político. Imagina se ele conhecesse o sistema brasileiro. Não que não haja pessoas de valor mas de vez em quando a injustiça fica muito clara. Outro dia mesmo, um professor que é a referência em termos de história da guerra do Paraguai foi barrado em um concurso da UnB por uma ex-aluna...

Anônimo disse...

Ainda bem que existe os EUA para acolher as elites da Venezuela, da Bolívia e muitos brasileiros. Outro dia, conversando com um professor alemão que eu tive que dá aulas nos EUA ele me disse que preferia o sistema americano porque o alemão era muito político. Ele não conhece o sistema brasileiro!
heitor abranches