Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Eu Heim

Como é que é?

Então a terra do uigures, lá do ladinho do Afeganistão e do Paquistão, povoada por muçulmanos tresloucados, deve ser livre do jugo de Beijing?

I'm not so sure about that. Isso cheira a Kosovo...

De qualquer forma, é até bom que os uigures dominem o cenário mundial, porque apesar de sabermos que Beijing não está nem aí e vai continuar agindo com mão de ferro eles distraem o mundo em relação a Honduras.

O que é 1 morto em Honduras em relação a uns 200 na China?

Domingo, 5 de Julho de 2009

Atlas Shrugged - II

Algumas idéias de Rand são interessantes. Posso até dizer que já praticava certas idéias que ela prega muito antes de vir a conhecê-la. Por exemplo, não pratico a caridade. Nunca dei esmola na rua, nunca contribuí com instituições de caridade, e me orgulho disso. O máximo que fiz foi dar roupas usadas para a minha mãe se desfazer delas por mim - nunca gostei de doações de qualquer tipo.

Ao ver um mendigo na rua, nunca mas nunca mesmo me passou pela cabeça nenhum sentimento de culpa, e nunca tive ímpetos de dar dinheiro a qualquer pessoa que fosse. Sempre penso que o sujeito que ali está pedindo está apto ao trabalho, e se não trabalha é porque não quer, é porque prefere ficar pedindo. A mendicância é um vício dos piores. E mais, por menor que seja o valor todo e qualquer dinheiro significa o fruto do meu trabalho, do suor do meu rosto, das minhas horas gastas diariamente, e portanto deve ser gasto por mim e para mim, e não para sustentar vagabundos desconhecidos.

Outra idéia muito interessante é o sentimento de culpa, esse mais presente na sociedade atual impossível. Hoje eu sou culpada pela escravidão dos africanos, pelos índios dizimados, pela fome no Chifre da África, pela mudança climática, pela miséria do sudeste asiático, pela morte da barreira de coral australiano, por tudo! É incrível como tentam te impingir toda e qualquer culpa! E é incrível como montes e montes de pessoas convivem com essa culpa diariamente.

Eu não. Não sinto a menor pena dos pobres, o menor remorso pela morte do coral, o menor problema em não reciclar lixo, por exemplo. Não reciclo mesmo. Não quero, não faço. Pego todo o lixo que deveria ser reciclável e jogo na lixeira pública da rua. É. Em teoria eu deveria lavar todos os recipientes com água corrente e armazená-los (em casa ou na frente de casa) por 2 semanas - período que demora para passar o caminhão de lixo reciclável. Imagina, lavar lixo e guardar lixo em casa por 2 semanas! E eu que já pago impostos o suficiente para esses imbecis que nos governam recolherem meu lixo diariamente! Pois, pois, vai parar lá na lixeira pública, eles que recebem meu dinheiro e que prezam pela reciclagem que se virem com isso, é problema tão somente deles.

Faltam 100 páginas para acabar o livro. Passei da parte já em que há o maior choque com a cultura cristã. Eu nunca concordei mesmo com o fato de ter de oferecer a outra face. Mas essa discussão fica para outra ocasião.

Recomendo

Public Enemies, o filme. Gostei bastante! Não vejo a hora entretanto de Inglourious Basterds entrar em cartaz por aqui... Acho que serão os dois melhores filmes do verão desse ano. E eu adoro o Tarantino!

Sábado, 4 de Julho de 2009

Idade Média?

Há muito tempo eu venho achando que o MSM vem decaindo. Ou seria o fato de eu estar arejando a mente? A cada vez que volto lá e leio um ou outro artigo me decepciono com 1) a qualidade do texto e 2) a posição digamos assim um tanto singular de certos articulistas.

É certo que nesses últimos quatro anos fora do Brasil vivenciei e aprendi muita coisa. De ignorante em política - a única coisa que sempre rejeitei desde criança foi o comunismo e suas variantes socialistas - passei à direita mais conservadora, quando morei nos EUA, e agora me situo um pouco mais ao meio - não aquele meio de quem nunca se define como esquerda ou como direita, mas a direita mais liberal, a direita novaiorquina, a direita libertária.

É certo que recentemente critiquei o Atlas Shrugged de Ayn Rand. Estava na página 200. Estou agora na página 865. Continuo ainda achando o livro um pouco bidimendional demais, falta ainda um pouco de densidade nos personagens. Talvez seja pelo fato de Rand querer colocar sua teoria objetivista de uma forma mais palatável ao público em geral, por isso criou o romance, que na verdade deixa a desejar como romance em si mas passa até que bem a teoria.

Mas eu nunca faria uma crítica como essa aqui. É demais que alguém que se diga conservador (e portanto um defensor das liberdades individuais) pregue que (os sublinhados são meus):

"Os comerciantes deveriam se preocupar mais em vender e comprar do que se meter a assuntos onde não são aptos. Na Idade Média, esses mercantes filosofastros seriam considerados usurpadores, palpiteiros profissionais, estúpidos. Como vivem no capitalismo e decidem muita coisa, já que estão em lugares de proeminência, agora querem criar filosofia e ditar costumes, ao arrepio de uma civilização cristã de mais de dois mil anos. Há gente que não se toca em sua real insignificância.

Neste ponto tenho nostalgias da Idade Média. Parecia que cada um sabia onde era seu lugar. Saudades de uma nobreza guerreira que liderava e do clero pensante. Quando o comerciante começa a achar que é monge ou cavaleiro, a coisa fica muito feia. Tanto melhor que os comerciantes só se preocupassem em vender ou produzir, do que opinar sobre filosofia. A filosofia da mentecapta, paranóica e egocêntrica Ayn Rand é tão somente um mundinho visto por cifras."


Ditadorzinho dos piores, o tal auto-denominado Conde, defensor provavelmente da servidão a que estavam submetidos os camponeses da época. É ruim ler isso no MSM, heim...

P.S.: Sugiro que o Conde vá morar no Iran, afinal é o "clero pensante" que manda lá. E a "nobreza guerreira" que sustenta o mesmo "clero pensante" no poder. Amazing!

Indíviduos 1 x 0 Nanny State

Ufa, por pouco heim... Então o restaurante poderia ficar proibido de colocar um brinquedinho junto com o lanchinho das crianças? E os marmanjos que comem McLanche Feliz apenas para colecionar itenzinhos e dá-los de presente aos sobrinhos (conheço muuuuita gente que faz isso), não poderiam mais fazê-lo?

Esse pessoal control-freak me dá nos nervos.

GOP

Se os republicanos cometerem esse erro de novo, serei Obama desde criancinha... De novo. Há candidatos republicanos muito melhores no partido do que essa coisa aí.

"What does it say about the nature of modern American politics that a public official who often seems proud of what she does not know is not only accepted but applauded? What does her prominence say about the importance of having (or lacking) a record of achievement in public life? Why did so many skilled veterans of the Republican Party—long regarded as the more adroit team in presidential politics—keep loyally working for her election even after they privately realized she was casual about the truth and totally unfit for the vice-presidency? Perhaps most painful, how could John McCain, one of the cagiest survivors in contemporary politics—with a fine appreciation of life’s injustices and absurdities, a love for the sweep of history, and an overdeveloped sense of his own integrity and honor—ever have picked a person whose utter shortage of qualification for her proposed job all but disqualified him for his?"

Esporte & Religião

Me lembrem de nunca torcer por esses caras aqui. Afinal, eles são judeus, e apenas torcedores judeus devem gostar deles.

Achei a reportagem na Bloomberg extremamente idiota. Alguém por acaso se lembra de verificar a religião do esportista antes de decidir se o suporta ou não?

Alguns casos na história do esporte são emblemáticos. Cassius Clay leva o primeiro lugar no ranking. É claro que houve um certo choque quando ele abraçou o islamismo e portanto trocou de nome - assim como Cat Stevens no mundo da música. Mas ninguém deixou de admirar Cassius Clay porque ele virou muçulmano - ou o contrário, nesse caso, ninguém admira Cassius Clay porque ele virou muçulmano. As pessoas gostam de Cassius Clay porque ele foi um tremendo boxeador e ponto final.

Nesse artigo dos jogadores de baseball judeus, a grande maioria citada ali nem judeu de verdade é. Afinal, só filho de mãe judia é judeu. E judeu não é povo, é religião. Logo, por que admirar em particular jogadores de baseball judeus? Valem eles mais do que jogadores de baseball católicos?

Ah, bom lembrar que não devo admirar Kaká também não. Afinal, ele vive pregando aquela seita neo-pentecostal e dando dinheiro para o pastor safado que foi preso tentando entrar em Miami com dinheiro não declarado. Kaká, além de neo-pentecostal, é idiota.

Mas é um excelente jogador de futebol, ah isso é.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Flawed

Eu concordo com o tema, principalmente eu que vivo nessa ilha esquecida por Deus onde ate carregar spray de pimenta eh crime. Que eu saiba spray de pimenta nao mata, o maximo que pode fazer eh cegar o proximo adolescente nigeriano que vier tentar me dar um chute na bunda.


Mas a argumentacao aqui eh um pouco ridicula e eu nao sou idiota como 90% da populacao. Dizer que o crime na Inglaterra aumentou porque se proibiram as armas de fogo eh a mesma coisa que dizer que as armas de fogo aumentam a criminalidade. Dificilimo provar a relacao causa-efeito. Pois eu digo que o que aumentou o crime aqui foi a imigracao de africanos. Alguem quer provar o contrario?

Essa leitura aqui vale 10x mais que o artigo do OdC.

"In contrast to criminologists in the United States, British criminologists have displayed little interest in studying whether their nation's gun laws do any good. Accordingly, definitive statements about cause and effect should be avoided. One can, however, say that as British gun laws have grown more severe, the country has grown more dangerous."

As I can say: as African immigration has grown bigger, England has grown more dangerous. As simple as that.

Decifrei

A coisa eh assim, se ha muitos franceses a bordo de um Airbus o aviao cai. Parece ser esse o padrao dos dois ultimos acidentes aereos...

Unger Vai de Volta

Vai de volta a Harvard! Ora quem diria... Nao seria tao obvio, a partir do momento em que a licenca dele expira, volta a torre de marfim.


E pensando bem, eh tao mais pratico e menos doloroso organizar as ideias a partir de la. La, isolado, na torre de marfim, teorizando sobre o mundo real, sobre o que aconteceria se estivessemos na CNTP*...

Unger pediu arrego, viu que o mundo ca fora eh muito mais duro, muito mais dificil que o academico. E se bobear ele devia ganhar mais em Harvard, sabe como, o governo brasileiro nao eh dos melhores pagadores de salario.

A gente nao perde nada porque ele era um zero a esquerda mesmo. Boa volta a Harvard, Unger. So tenho pena dos seus alunos...

* Condicoes Normais de Temperatura e Pressao

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Where Would I Go...

... so you ask me. Hong Kong, of course!

Morte a Velha

Eu nao suporto monarquia. Eu acho a coisa mais retrograda do planeta ter um reizinho imbecil sentado em um troninho que nao serve para nada, apenas para gastar o dinheiro do contribuinte. Eu acho a familia real inglesa a coisa mais esdruxula, pior mesmo que Michael Jackson. Afinal, MJ nunca pegou um tostao do meu dinheiro, enquanto por aqui sou obrigada a pagar guarda-costas para umas das netas da velha passear no Caribe e na Argentina. Vai pentear macaco, velhota.


Pior, como a medicina evoluiu, mesmo nessa terra idiota aqui, esse povo vive mais. Antigamente eles pegavam sifilis e gonorreia e morriam novinhos. Hoje, vamos ter que pagar pensao para essa corja ate os 90 anos, se nao for mais.

Haja paciencia. Ja avisei o conjuge: eu estou saindo dessa ilha querendo ele ou nao daqui a exatamente 1 ano.

Antes que alguem me diga que os custos em uma democracia presidencialista podem ser os mesmos, vale lembrar: nao creio que o contribuinte americano sustente o irmao queniano de Obama, ou a avo dele, ou coisa do genero. Aqui, a gente sustenta. Todos os vagabundos. Todos os palhacos que todos os anos fazem graca para a populacao inglesa. So que a comedia custa caro, bem caro.

Yes We Can

Os yankees ainda tem que comer muito feijao com arroz para chegar perto do nosso futebol.

Usando o grito do Flamengo, todo mundo tenta, mas so o Brasil eh penta. Nao tem pra ninguem, nenem.

Rumo ao hexa! Aqui vamos nos!

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

A Tribute...

... to all of us, who are still "walking through the valley of the shadow of death" 1:

To die: to sleep;
No more; and by a sleep to say we end
The heart-ache and the thousand natural shocks
That flesh is heir to, 'tis a consummation
Devoutly to be wish'd. To die, to sleep;
To sleep: perchance to dream. 2

1. Psalms 23:4 (King James version)
2. Shakespeare, in Hamlet

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Boring Summer Days

Realmente, se você passar pelo trading floor às 5 da tarde não encontrará mais nem 1/3 do pessoal em suas estações. Isso porque o outro terço está viajando de férias...

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Crazyness - II

Fazendo classe de spin hoje, suando, biciclentando, queimando calorias, e a música vem, lá do passado, coisa que nem mais ouço hoje em dia, "é brega", digo (Bon Jovi é mesmo brega, só para garotas menores de 16)...

It's my life
It's now or never
I ain't gonna live forever
I just wanna live while I'm alive

(It's my life)
My heart is like an open highway
Like Frankie said, "I did it my way"
I just wanna live while I'm alive
'Cause it's my life


Pois é... Pior que a velhice matou a coragem, que coisa, essa coisa de ficar mais racional, menos arroubos da juventude... Covardia, isso sim, covardia. Tem medinho, tem medinho, não tem mais a vida toda pela frente para consertar as cagadas, não é? Não tem.

Crazyness

- Eu sou um esporo, eu sou um esporo, um esporo, um esporo... Estou aguardando condições melhores aparecerem para sair daqui, para dar um chute nesse banco, nesse povo, ah como eu queria aplicar o golpe cruzado de esquerda que aprendi ontem na aula de boxe, não, sem revoltas, eu sou um esporo, pequeno, um esporo, quietinho, imóvel, esperando, esperando, esperando as condições melhorarem...

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Se ele me perguntar como vão as coisas essa semana, direi com a melhor poker-face do mundo:

- It's ok.

Sem emoções, sem traições, sem reclamações, sem nada, nada, nada!

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Caminhando para a casa, pensando as mais loucas coisas do mundo...

- Tomorrow IS another day! Tomorrow IS another day!

(or: - I'll never be hungry again!)

(or, a little variance, in happy hours and other events: I'm very drunk and I intend on getting still drunker before this evening's over.)

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Meu último desejo:

Na próxima encarnação budista, quero vir como um pato londrino: nadar, comer e dormir o dia todo, sem inimigos naturais, só diversão.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Os Diplomas E As Bobagens

Caiu por terra a necessidade de apresentar diploma de jornalista para exercer a função em jornais e revistas do país. Eu nunca soube se isso realmente existia, e conto um caso para ilustrar que a tal lei já devia estar caduca há muito tempo.

Logo depois de formada em Engenharia Química, apliquei para os mais variados empregos. Desde engenheira em madeireira no Amazonas, até mesmo a jornalista na Gazeta Mercantil em São Paulo. Eu morava em Porto Alegre na época e apliquei para ser trainee da Gazeta. Fiz inúmeros testes - de inglês, redação - passei em todos. Fiz a dinâmica de grupo e também passei. Só para vocês terem uma idéia, eu pegava o bumba de Poa até Sampa, 18 horas de viagem, dava um tapa de maquiagem na rodoviária Tietê e ia lá para os cafundós do Judas - o horroroso bairro de Santo Amaro - fazer entrevista como se estivesse vindo de um noite bem dormida nos Jardins. Lembro que no anúncio de convocação estava escrito que eles só aceitavam engenheiros e economistas - nada de jornalistas (sendo leve na provocação, creio que jornalista não tem aula de matemática na faculdade, então seria uma coisa muito difícil entender sobre o mercado financeiro, a bolsa, macroeconomia, etc).

Eu fui aceita para ser trainee da Gazeta mas recusei a oferta. Preferi ir trabalhar na Brahma em Lages/SC. O salário da Brahma era maior (?!?) e em Lages eu gastaria 1/10 do que gastaria em São Paulo para me manter. Para vocês verem como jornalismo é uma profissão nobre e bem paga, que realmente draga os melhores cérebros nas escolas do país...

Quanto às bobagens que são ditas sobre a eliminação total dos diplomas, já li várias por aí. Um desses revoltadinhos de plantão sugeria que o exame da OAB deveria ser extinto. Talvez devesse mesmo. Os grandes escritórios de advocacia não contratam aquele pessoal que se forma em faculdade cuspe-e-giz ali da esquina. Mas penso que até nos Estados Unidos há os exames para as Bar Associations. Pensando bem, é apenas um exame que testa os conhecimentos mínimos que o formando deve ter para exercer a profissão. Se o sujeito não consegue passar, é porque é muito burro mesmo, mas burro com força.

Quer saber, acho que o Conselho de Medicina deveria fazer os mesmos testes em médicos recém formados. E talvez o CREA devesse testar os engenheiros. Não deveria haver Provão realizado pelo governo, mas sim exames administrados pelas "guildas", como outra revoltada disse. Se há necessidade de conhecimento técnico, como no caso da medicina e da engenharia, a sociedade não deveria deixar margem para o azar...

P.S.: para dar aula da 1a a 4a série em escola privada de São Paulo, é necessário o diploma de pedagogia, vocês acreditam? Eu morro de rir... Ah, e quando acabam com os vermes mais vermes do país, os malditos contadores? Essa sim, é uma guilda poderosa...

Vade Retro

Descobri quase sem querer essa pérola na blogosfera. Entrem e leiam as bobagens. Algumas são de rir, outras são de chorar; consegui concordar com apenas essa opinião aqui, mas ainda assim consigo enxergar o que fez o povo italiano votar em tão absurda figura - a falta total de uma opção melhor (já o querido citado não deve pensar assim, os comunistas italianos certamente seriam uma escolha melhor na opinião dele).

Eu não gosto de Saramago, eu nunca li Saramago, eu faço questão de continuar ignorante em coisas de Saramago. Como o versículo que coloquei aqui no domingo muito propriamente diz, knowledge brings sorrow. Já tenho coisas ruins o suficiente para me preocupar na vida, não preciso acrescentar à carga a tristeza que é Saramago.

Domingo, 21 de Junho de 2009

Churrasco

Esse eh o nao-sei-qual-final-de-semana seguido que a gente faz churrasco... Ai saudades do sul! A picanha argentina que compramos aqui eh de chorar de alegria, literalmente. Eu olho para a picanha e me emociono, penso nos pastos, nos boizinhos, nas vaquinhas, no capim, em tudo que nao temos nessa ilha isolada de Deus e feia por natureza.

As linguicas sao brasileiras, compradas de um gaucho dono de uma venda de produtos brasileiros no oeste de Londres. Compramos tambem o pao-de-queijo, a coxinha de catupiry, o doce-de-leite, o queijo minas, o requeijao...

Ah, e o drink, eh uma caipirinha legitima. O Barba eh o mestre churrasqueiro, eu sou a mestra caipirinheira. Delicia, delicia. Se a vida fosse um eterno churrasco...

Reflexão Para O Domingo

"For in much wisdom is much grief: and he that increaseth knowledge increaseth sorrow."

(Ecclesiastes 1:18, King James Bible)

Manifestações Em Londres

Fiquei sabendo que quase todos os dias uma pequena multidão (em torno de 1,000 pessoas) se reúne na frente da embaixada do Iran em Londres e protesta.

Não vi isso publicado em lugar nenhum, pelo menos até o momento. Foi um colega iraniano que me contou, ele vai lá protestar 2x por semana.

Engraçado isso, a mídia é tão engraçada. Quando os israelenses botaram os palestinos em seus devidos lugares no ano passado, a mídia cobriu toda a "indignação" européia. Agora, em relação aos iranianos reclamando contra a repressão levada a cabo pelo regime teocrático, ninguém abre a boca.

Bando de *inútel*.