terça-feira, 6 de maio de 2008

Freaking Hilarious

Havia tempos que não entrava nesse blog, e os caras são muito bons.

Tome esse aqui como amostra, mas recomendo entrar na página principal e ler o resto.

Note: to shag means to f*ck in British slang. E "posh" acho que sabem o que é, né, basta lembrar da Posh Spice.

Concordância

Acho que é a primeira vez que concordo com o energúmeno mor do Brasil.

Madeeeeeeeeeeeeeeeeeiraaaaaaaaaaaa!

Passa a motosserra aí, precisamos de mais espaço para a plantação do ouro verde, aproveitando os preços record das commodities. E de menos índio vagabundo no meio, diga-se de passagem.

Madeeeeeeeeeeeeeeeeeiraaaaaaaaaaaa!

Disse e repito, Blairo Maggi para governador-geral da capitania hereditária das Amazonas.

Velha

"Legalize já, legalize já
Uma erva natural não pode te prejudicar"

Como a turma lá de Sampa dizia: ah é mané? Então limpa o rabo com urtiga.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Maconheiro Sem Vergonha - II

Aliás, eu acho que deveria haver um contra-desfile. Pensarei em organizar um troço desses.

No meu desfile, os cartazes dirão o seguinte: fumar maconha deve ser crime, e o sujeito deve ser passível de punição, que pode variar de 1 ano na prisão - em celas comuns, mesmo com "deproma", até a internação em hospitais psiquiátricos do Estado para a "cura" dos maconheiros. Essa última, sem limite máximo de tempo. Só sai limpo.

Maconheiro!

Maconheiro Sem Vergonha

Os maconheiros que agora defendem a "liberdade de expressão" - como são nobres - vão abrir um perigoso precedente, se tudo sair como o previsto. Oras, se isso vira caso de "liberdade de expressão", indo ao extremo, eu acho que os Carecas do ABC (ainda existem esses grupos neo nazis no Brasil?) podem desfilar pelas ruas qualquer dia desses apontando a sua preferência por brancos louros de olhos azuis.

É a liberdade da expressão deles, não? Veja bem, não é apologia ao crime, é apenas a divulgação de seus pensamentos.

Ao mesmo tempo, grupos de extremistas religiosos também poderiam fazer desfiles pela orla carioca afirmando a ojeriza que sentem em relação ao modo de vida homossexual.

É só liberdade de expressão, que isso, ninguém vai saindo matando gay nem atirando em punk nem judeu nem negro. Vocês é que têm a mente suja. Pela erva. Seus "enmaconhados"!

domingo, 4 de maio de 2008

Japoneses, Reproduzi-vos!


Eu acho que o governo japonês deveria tomar uma atitude urgente. E deveria sobretudo usar um viés nacionalista para a questão. Imagino já um cartaz bem grande, pregado nas estações de metrô de Tokyo, dizendo algo do tipo:

Japonesa, lute pela Pátria! Tenha filhos! Ou o nosso honorável povo desaparecerá para todo o sempre, engolido pela supremacia numérica dos chineses.

Se bem que acho que nas atuais circunstâncias a questão econômica fala mais alto. Melhor o governo japonês pensar em dar benefícios financeiros a casais que tenham mais filhos, como descontos consideráveis no imposto de renda. E alguns países da Europa também poderiam pensar em fazer a mesma coisa.

Ou os Morlocks acabarão por nos tomar a Terra de vez.

Is God Brazilian?

A gente adora repetir por aí que "Deus é brasileiro". Eu nunca me convenci da idéia, claro. Se Deus fosse mesmo brasileiro, não teríamos essa droga de país, teríamos coisa bem melhor. Ah mas porque não temos furacões nem terremotos nem vulcões, Deus é brasileiro. Tenho para mim que, assim como "não existe pecado ao sul do Equador", o Brasil nunca foi governado por Deus, mas por seu rival número 1. E justamente por isso nunca havíamos tido todos esses desastres naturais.

Há pesquisas científicas que relatam que, quanto mais uma população sofre adversidades, mais ela se desenvolve. Quanto menos adversidades, mais pré-histórica é a civilização. Dá para entender a lógica do raciocínio. Imagina se Cabral não tivesse desembarcado por aí, estaríamos até hoje na Idade da Pedra.

Mas, recentemente, parece que Deus anda olhando para essas bandas mesmo, com vontade. Não apenas ganhamos o direito de ter os nossos ciclones e ventos de 100 kmh, além dos pequenos terremotos, como ainda recebemos o investment grade. Agora, para ficar completo, só falta descobrirmos um vulcão em atividade.

Férias no Nordeste

Já que o papo recente tem sido o Nordeste, relato minhas únicas férias passadas na região.

Estávamos trabalhando já há quase 2 anos sem férias. Claro, você começa a trabalhar e só tem direito a férias depois de 12 meses de trabalho - coisa da estapafúrdia legislação trabalhista brasileira, criada pelo odioso ditador Getúlio Vargas e mantida pelas mais odiosas ainda centrais sindicais brasileiras. Aqui e nos Estados Unidos, eu posso tirar férias depois de 1 dia de trabalho - ninguém em sã consciência vai fazer isso, mas há a flexibilidade necessária exigida pelo moderno mercado de trabalho.

E claro que em banco você não tira férias antes de 1 ano e 11 meses, exatamente quando elas estão vencendo. Pois as nossas estavam vencendo, e teríamos de tirá-las. Resolvemos ir ao Nordeste, e escolhemos Maceió como destino.

Mr. X tirou uma semana antes de mim e acabou passando com a família em Campinas; a segunda semana dele e primeira minha fomos a Maceió. Ele voltou a Sampa e eu peguei a segunda semana na casa da minha irmã na Bahia - sim, eu tenho uma irmã que mora na Bahia. Mas isso não é papo para agora.

Era novembro. Não havia muitos turistas, ainda não era época de temporada. Ficamos uns 5 dias em Maceió; em um dia fizemos uma day trip para o sul de Alagoas, em outro dia fizemos outra day trip para o norte.

As praias são bonitas sim, no visual. Mas são sujas, extremamente sujas. Fiquei impressionada com a sujeira. Minha última lembrança de praia era a Santa e Bela Catarina, e mais o litoral norte paulista. Lindíssimas praias e de areias limpas. As areias da praia de Maceió estavam atulhadas de sujeira, jogadas pelos próprios alagoanos. Não havia lixeiras espalhadas, como se vê em Santa Catarina. Famílias inteiras levavam frango frito e farofa para a praia e lá deixavam os restos de sua refestelança. Deplorável, deprimente.

Vocês não conhecem o Mr. X. À primeira vista, ninguém acha que ele é brasileiro. A pele é cor de leite, os olhos são azuis, e o cabelo que resta é arruivado, assim como a barba. Aliás, o apelido dele para os meus amigos de trabalho é Barba Ruiva, ou mais simplesmente Barba. Vou parar de apelidá-lo de Mr. X e passar a chamá-lo de Barba daqui para a frente nesse blog.

Pois não conseguíamos ficar em paz, eu e o Barba na praia. De 10 em 10 minutos aparecia do nada uma dupla de repentistas para acabar com a nossa tranquilidade. Com certeza achavam que o Barba era gringo, e esperavam acertar a mega sena com a gente. A primeira dupla que apareceu achamos interessante, tipo "estou de férias e deixe-me apreciar as tradições locais". Demos dinheiro para os caras. A segunda já foi meio a contragosto, mas ficamos sem graça e acabamos pagando também pelo concerto indesejado. A terceira nem olhamos mais, e nem abrimos mais a boca. Querem tocar, que toquem. E ponto final.

De resto, comemos uma das melhores lagostas da nossa vida em um restaurante simpatissíssimo (e chique) na orla de Maceió. Não pagamos muito pela lagosta, comparando com São Paulo tudo era extremamente barato. Ríamos a mais não poder. A cerveja gelada na praia então era dada. Não sei se isso aconteceu porque estávamos fora de temporada. Já vi em vários programas que (como em todos os lugares de veraneio do mundo) os turistas costumam ser explorados.

Uma boa coisa que aconteceu em Maceió foi que me senti quase uma Gisele Bündchen. Como disse, era fora de temporada, e quase não havia turistas. Digamos que eu me sobressaía no meio da população local. Já não posso afirmar o mesmo em relação ao veraneio no sul, você acaba se sentindo mal no meio de tantas beldades desfilando na praia. Já o Rio de Janeiro é o local mais equilibrado de todos que já fui: há feios e bonitos em todos os centímetros quadrados de praia, gordos e magros, sarados e relaxados, bronzeados de sol e bronzeados de escritório.

Ainda pensamos em voltar para o Nordeste, quando o real estiver mais desvalorizado, claro. Hoje em dia sai mais barato ir para o Caribe, e há uma infra bem melhor por lá. De qualquer forma, quando voltarmos será para os resorts. Chega de frango frito na praia.

sábado, 3 de maio de 2008

Buddies

Ontem ele me chamou de "man", como se diz assim para camaradas, usualmente do sexo masculino: "hey man". Depois pediu desculpa, mas eu fiz cara de desentendida.

Hoje no happy hour contou alguns casos do passado, envolvendo garotas. Virei finalmente um "buddy". Não tenho mais sexo, sou um "buddy". Posso começar a usar saias que não fará a menor diferença agora. Mas leva-se tempo para virar um "buddy". Tempo e dedicação.

É a mesma tática de sempre, usada em ambientes altamente masculinizados, como chão de fábrica e chão de banco. Não vá de saias nem vestidos no início. Use sempre ternos sóbrios, com calça. Prenda os cabelos. Faça cara de paisagem quando ouvir um "fuck". No início, pedirão desculpas. Faça cara de desentendida, mas não diga nada. Afinal, "fuck" é "fuck", oras, who the fuck does not say fuckin' fuck once in a while? (Ai mãe, tape os ouvidos, é tudo culpa do pessoal da Engenharia, já te disse que ter deixado o resto da minha criação nas mãos da Escola de Engenharia não me transformaria em uma lady).

Aos poucos, introduza os seus próprios xingamentos. Comece com "damn", por exemplo, que é mais leve e não causará choques desnecessários. Deve-se ser sutil, afinal de contas. Depois de sentir o terreno firme, pode ir para o "fuck". Aí eles se sentirão totalmente à vontade com você. Quando começam a te contar causos de garotas então, você os ganhou. Seus colegas te vêem como mais um deles, um da turma. E é isso que você quer.

O meu primeiro teste do gênero foi na fábrica de cerveja. Eu era chefe do turno, e tomava conta de 6 operadores. Todo mundo novo, eu tinha 24 anos e os meninos deviam ter uns 22, 23 anos. Um dia chego ao posto de controle no meio da área de Produção e em cima da mesa, em frente de um terminal, estava lá a revista de mulher pelada. Olhei para o que estava mais perto da revista e com cara de paisagem disse:

- Guarda na gaveta, né, estamos em horário de trabalho.

O que ele fez prontamente. Nada de ihhh, ohhhh, uhhh... Não era mãe nem namorada do sujeito, minha única preocupação era e deveria ser o resultado da equipe e sua boa reputação. Quase antes de ir embora da fábrica (para começar a carreira em bancos) um deles me vem assim casualmente, durante um bate-papo na saleta de produção, com uma listinha nas mãos, como se conversa com um "buddy":

- Qual dessas atrizes aqui você acha a mais bonita?

Depois desse batismo na fábrica, tratar com o pessoal de banco foi moleza. Na verdade, exige-se mais sutileza por parte da mulher, mas no fundo homem é homem em qualquer lugar. Sentem-se extremamente incomodados quando uma mulher entra no time, 1) porque acham que perdem a liberdade, e 2) porque não confiam totalmente em mulheres.

Mas, se conseguir ganhá-los e eles passarem a te ver como um deles, terá dupla vantagem: além de ser respeitada, será ainda tratada como a favorita do time. Pergunte aos meus colegas e amigos de bancos em São Paulo se não concordam.

Hey man, time to go, let's grab a beer.

* dedicado aos meus buddies Marcelo, Emerson, Paulo, Weslley, Douglas, Sérgio, Newton. E à Gabi, minha única buddy do sexo feminino, muito mais desbocada do que eu, e não é engenheira heim...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Bye Bye, Labor!

Boris Johnson ganhou as eleições para a prefeitura de Londres! Blue Boris ganhou na cidade mais vermelha da Inglaterra!

Adeus Red Ken, já vai tarde. Adeus Labor, vocês estão praticamente derrotados nas eleições para Primeiro Ministro. David Cameron já! Gordon Brown, pode ir preparando as malinhas.

Desde a última eleição de FHC não me sinto tão contente. E vai dar McCain nos Estados Unidos. Direita, já.

Nota: me recuso a escrever Labour.