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quarta-feira, 20 de março de 2013

Voltei! Direito Dos Gays De Novo!

Que saudades! Havia bastante tempo que nao dava um pulo por aqui. A ultima postagem eh de 9 de novembro de 2011 e hoje eh 20 de marco de 2013... Quase 1.5 ano. Muita coisa aconteceu nesse um ano e meio, a mais importante delas eh que tenho dois filhos gemeos, um menino e uma menina. Estao fazendo quase 9 meses.

O mais engracado de tudo eh que o ultimo post vai ser o gancho desse primeiro pos-maternidade. Nessa segunda-feira, ao sair para pegar o dinheiro da baba' no banco e depois comprar um cafe no Dunkin' Donuts (ia sempre no Starbucks, mas agora estou dando preferencia ao Dunkin' porque eh mais barato, com dois filhos ja viu ne) de novo fui abordada por um gay sorridente, dessa vez na minha cidade de Jersey City mesmo.

"Voce tem um tempo para falar de gay rights?", ele me perguntou. Eu sorri de volta e disse que estava com pressa. Tinha que voltar para casa para pagar a baba'. Eu ate me lembrei de que havia dito que da proxima vez iria perguntar quais eram mesmo os direitos que eles ainda nao tinham, mas realmente nao tinha tempo. Uma pena. No caminho de volta a casa fiquei imaginando a nossa conversa...

Hoje li uma reportagem no conservador Washington Post dizendo que varios homens que sao muito machos (e citaram exemplos, esportistas, rappers, republicanos, soldados, etc) estao vindo `a imprensa a favor do casamento gay. Isso tudo porque a Suprema Corte americana vai julgar o Defense of Marriage Act, mais conhecido como DOMA. O DOMA foi assinado por Bill Clinton e basicamente reconhece o casamento como sendo apenas entre um homem e uma mulher. Em nivel federal, portanto, nao ha o reconhecimento do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo - isso significa que: casais gays nao podem declarar o imposto de renda juntos, americanos que casarem com imigrantes do mesmo sexo nao podem lhes dar a cidadania, viuvos nao podem receber pensao do parceiro falecido e por ai vai.

Ora Patricia, voce ira' me perguntar, voce mesma ja respondeu a sua pergunta! Ha "direitos" que casais heterossexuais tem que os gays nao tem, voce nao acabou de fazer uma listinha acima? Eh verdade. E nao seria entao injusto estender esses direitos aos casais homossexuais, mesmo que nao chamemos a uniao deles de casamento? Eu acho que o que estamos fazendo no momento eh abrindo uma caixa de Pandora, essa eh a resposta. Porque todo mundo hoje tem um parente ou amigo gay, e gosta da pessoa, acha que eh mais do que normal a pessoa ter os mesmos direitos - o que poderia haver de mal, nao eh verdade? Acontece que o meu vizinho pode achar perfeitamente normal ter duas mulheres - e agindo na mesma linha eu tambem teria que ser a favor dos mesmos direitos para o trio. Onde tudo isso vai parar?

O problema todo eh que se perde de vista a intencao das leis originais, inclusive aquelas nao escritas, as leis naturais: o casamento deve ser entre um homem e uma mulher, porque um homem e uma mulher irao formar um nucleo familiar que perpetuara a especie. Um casal homossexual somente perpetuara a especie se fizer uso de IVF, mas dai vamos deixar isso para outro post porque a discussao eh maior ainda. Entra ainda no balaio de gatos a questao da adocao.

Enfim, tenho certeza de que vamos assistir a mais uma derrocada do conservadorismo: o DOMA vai ser repelido. Quem viver vera'. Dai espero nao encontrar na rua os meus queridos e sorridentes amigos pedindo os mesmos direitos...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Gay Rights

Ontem foi a segunda vez que fui abordada nas ruas de Nova Iorque para um abaixo assinado a favor dos "direitos dos gays". Eu queria parar e perguntar: mas que direitos? Voces ja nao conseguiram tudo o que queriam? Podem casar no civil, deixar heranca, colocar o companheiro no plano de saude da empresa, adotar criancas, ate mesmo ter filhos com a ajuda de IVF... O que mais voces querem? Se for mais do que isso que esta ai citado, eu como hetero tambem nao tenho esse "direito", logo do que mesmo estamos falando?

Ate parece que as bichas sorridentes moram no Iran...

Da proxima vez vou parar e me informar sobre os tais dos direitos que eles reclamam. So falta ser casar de veu e grinalda em uma igreja catolica, tsk tsk tsk.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Os Pedintes de New York Pos Crise

Ontem dei uma volta grande pela cidade. Como eu nao estou morando propriamente na ilha, e como tenho que atravessar o mighty Hudson para chegar la, quando tenho a chance de ir passo um bom tempo caminhando pela cidade e observando tanto o beautiful people quanto o ugly people tambem. A cidade para mim resume-se a Manhattan. O resto eh quase tao estrangeiro a New York quanto a parte de JC onde moro.

Ha mais pedintes nas ruas de New York depois da crise, pude observar. Faz sentido, obviamente, a economia vai mal, as pessoas nao tem dinheiro e algumas nao tem vergonha na cara e saem a pedir por ai. Passei por um mendigo que fedia tanto quanto um outro que uma vez me bateu na Avenida Paulista em Sao Paulo. Aqueles que voce tem que prender a respiracao quando vai passar por ele, senao vomita na rua. Depois vi uma mulher jovem, em plena 5a Avenida, sentada no chao com um cartazinho: "I am pregnant and alone". E com a cumbuquinha para receber uns trocados dos que passavam, logico. Eu fiquei encafifada com o cartaz dela. Quase perguntei: o que nós, passantes, temos a ver com o fato de voce estar gravida e sozinha? Tipo, ninguem fica gravida sozinha, my darling, it takes two to make a baby. E depois, por sozinha, voce quer dizer o fato de que nao tem amigos, ou parentes, ou pai e mae, o que quer dizer exatamente sozinha? Ou foi o pai da crianca que te abandonou? Jovem assim, e com cara de saudavel, sera que se pegasse no cabo de uma enxada nao dava para sustentar voce e a crianca nao? Eu nem iria perguntar sobre aborto, mas acho que eh legal no estado de New York. Entao esse "gravida" eh completamente irrelevante para os passantes, assim como o "sozinha" tambem. Ela precisa tomar umas aulas de marketing para aprender a comover, porque com aquele cartaz, ninguem mesmo da dinheiro. Eh claro que nao fiz nenhuma pergunta, vai que apanho...

Na porta do McDonalds que entrei para satisfazer minha compulsao mensal por um Big Mac com fritas vi uma crianca do sexo feminino sentada no chao, pedindo dinheiro tambem. Devia ter por volta de 12, 13 anos, no maximo. Quase perguntei: cade o adulto que te explora? Na horinha pensei, "ela deve ser do leste europeu, deve ser cigana, os ciganos sempre fazem isso". Ai de repente me lembrei que nao estava mais em Londres, mas nos Estados Unidos e aqui gracas a Deus nao temos a praga dos ciganos. Essa crianca obviamente deveria estar na escola, estudando e sendo alimentada pelo governo como todas as outras.

O bom dos pedintes aqui na America eh que eles nao gritam, nao choram, nem mesmo estendem a mao em sua direcao. Acho que eles tem vergonha disso. Eles sentam no chao e poe a cumbuquinha, vez ou outra fazem um cartazinho (sao letrados, obvio) e eh isso, eles esperam pacientemente pela generosidade dos passantes. Da proxima vez que for à cidade vou ficar uma meia hora do lado de um desses para ver se o pessoal esta generoso ou nao. Com a crise, eu acho que estao menos generosos - dinheiro falta para todo mundo. Eu detesto pedintes latinos (brasileiros ou europeus), principalmente aquelas velhas desgrenhadas de porta de igreja e as ciganas, que ficam te pegando, te agarrando, chorando "pelamordedeus, por caridade uma moedinha" e por ai vai. Eh literalmente constrangedor o comportamento desses pedintes.

Deveria haver uma etica de pedintes. Uma etica anglo-saxonica ainda por cima.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Zeitgeist: Gaddafi Dead - So What?

Gaddafi Dead — So What?

by Raymond Ibrahim
Pajamas Media
October 22, 2011

What a myopic view the Western media and its array of "experts" have concerning the so-called "Arab Spring" — a myopia that naturally metastasizes among the general public.

Mubarak and Gaddafi: Creators of oppressed societies or products of oppressive societies?

Consider the Libyan crisis. As usual, the focus is entirely on the individual, on the tangible — the now dead Gaddafi — whom all the blame can be heaped upon, while the existentialist elephant in the room, the real mover and shaker, the spirit of the age behind all these uprisings, is never acknowledged.

So another Arab dictator has been eliminated, and the talking heads are abuzz: some, whose knowledge of the world and reality is chronically limited to their own experience, naively cry "democracy!" (even as those who butchered Gaddafi were crying "Allahu Akbar!"); others cautiously include the usual boilerplate caveats in their analyses, which otherwise remain parochial.

Either way, as many interpret events in Libya, they project their own values and notions of right and wrong, good and bad — most notably by portraying the Arab uprisings as positive signs of democracy — thereby demonstrating, yet again, their inability to comprehend Islam's distinct civilization, let alone the Closing of the Muslim Mind.

I am reminded of an especially pertinent observation by philosopher Arthur Schopenhauer:

The discovery of truth is prevented most effectively, not by the false appearance things present and which mislead into error, nor directly by weakness of the reasoning powers, but by preconceived opinion, by prejudice [in this case, by the Western conviction that all people want a secular, liberal democracy], which as a pseudo a priori stands in the path of truth and is then like a contrary wind driving a ship away from land, so that sail and rudder [reality and those who present it] labor in vain.

Indeed, 19th century Germans, such as Hegel, understood that world events, far from being inextricably tied to individual leaders, were products of the Zeitgeist, defined as: "The spirit of the time; the taste and outlook characteristic of a period or generation … the spirit, attitude, or general outlook of a specific time or period … the general atmosphere of a place or situation and the effect that it has on people."

Consider Libya's neighbor, Egypt, as described in the 2009 book Inside Egypt. The author's otherwise prescient argument was that revolution was in the air; however, he too took the narrow view, ignoring the "spirit of the time." My review of the book, written before the Egyptian revolution, is especially applicable today:

Unfortunately, there is a myopic tendency to view nearly every problem in Egypt as a byproduct of Husni Mubarak, Egypt's president since 1981, and in [the author] Bradley's view, the "most corrupt offender of them all." Even things one might have supposed were products of time or chance — from the condition of Egypt's Bedouin, who have led the same desperate lifestyle for centuries, to the radicalization of Muslims, a worldwide phenomenon—are somehow traced back to Mubarak. … Indeed, this is the book's chief problem. Bradley is convinced that, given a chance, through the elimination of Mubarak, Egyptians would create a liberal, egalitarian, and gender-neutral society. … And while he is convinced that Egypt is a byproduct of Mubarak, one is left wondering instead whether Mubarak is a byproduct of Egypt.

In fact, since the Mubarak scapegoat has been ousted, and after Western media and politicians gushed and hailed "democracy," Egypt has seen the worst Islamist inspired violence — especially from the state itself — against its non-Muslim minorities.

The lesson? To understand grand scale events, stop focusing on individuals — whether ousted Arab dictators (Tunisia's ben Ali, Egypt's Mubarak, now Libya's Gaddafi) or slain jihadist leaders (Osama bin Laden and the various no-names the administration boasts of killing) — and start focusing on the forces, the "spirit of the time," in this case, Islam, which creates bin Ladens no less than the tyrannical autocrats who suppress them.

Nor is this approach limited to comprehending the significance of the "Arab Spring." To the many who think that America's problems begin and end with Obama, consider the logic of the following quote, attributed to a Czech newspaper (note: underlines and bold types are mine, Patricia's):

The danger to America is not Barack Obama but a citizenry capable of entrusting an inexperienced man like him with the presidency. It will be far easier to limit and undo the follies of an Obama presidency than to restore the necessary common sense and good judgment to a depraved electorate willing to have such a man for their president. The problem is much deeper and far more serious than Mr. Obama, who is a mere symptom of what ails America. Blaming the prince of the fools should not blind anyone to the vast confederacy of fools that made him their prince. The republic can survive a Barack Obama. It is less likely to survive a multitude of fools such as those who made him their president.

In short, individual leaders do not cause societies to become what they are; rather, these leaders are symptoms — reflections — of their respective societies.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Rankings, Rankings

Eu estou comecando a ficar obcecada com rankings. Aqui ha rankings para tudo, melhores cidades, melhores escolas elementares, melhores high schools, melhores hospitais, melhores medicos, melhores MBA's, melhores jardins de infancia, melhores...

Arrrrrrrrrrrghhhhhhhhhhhh. Sera que faz muita diferenca entre o medico que esta entre os top 1% do pais e o medico que esta entre os top 10%?

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Health Care US

Estou comecando a entender como funciona a saude publica nos Estados Unidos. Nos 2 anos que passei estudando aqui praticamente nao fui ao medico, nem para exames de rotina. Eu tinha um seguro de saude qualquer - todo estudante estrangeiro eh obrigado a adquirir um desses - mas nunca fui atras dos medicos. E gracas a Deus a minha saude era (e ainda eh) boa e nao precisei de nada.

Agora a estoria eh outra. No momento sou dependente do seguro de saude do Barba - um dos melhores oferecidos aqui em Nova Iorque. Nos pagamos um bom dinheiro por mes a titulo de mensalidade. Mas, como outros seguros, ha um valor minimo que devemos pagar quando comecamos a usar os servicos - como se fosse uma franquia de seguro de automovel. Depois que voce estoura a franquia, entao entra o que eles chamam de co-responsabilidade. Eu sempre pago 10% de qualquer exame/tratamento que faco, e o seguro paga os restantes 90%. E para qualquer consulta medica sempre sou obrigada a pagar $30. Bom, isso tudo ai vale para os medicos e hospitais da rede do plano - que como disse eh um dos melhores daqui de Nova Iorque, me dando acesso a hospitais tais como o New York Presbyterian e o Mount Sinai, para ficar nos mais famosos.

Os valores citados acima sao validos para o plano da empresa do Barba. Isso significa que outros planos de outras pessoas de outras empresas tem outros valores, etc. Posso tambem consultar medicos fora do plano e receber reembolsos mas nao entrarei nesses detalhes uma vez que os medicos e hospitais do plano me satisfazem.

A saude aqui eh MUITO cara, quero deixar isso bem claro. MUITO mais cara que saude particular no Brasil. No Brasil eu tinha um dos melhores planos de Sao Paulo que me dava acesso ao Hospital Albert Einstein. Nao havia nada de co-responsabilidade nem de pagamento de consultas medicas e muito menos de franquias. Havia apenas a mensalidade mensal, similar a que pagamos aqui. Ou seja, em termos de saude estamos pagando mais aqui - voce pode dizer que temos acesso a medicos mais gabaritados aqui, mas eu duvido muito. Duvido muito que um medico do Einstein seja inferior a um medico do Presbyterian.

E eu comeco a entender porque a saude eh cara. Os medicos americanos pedem exames demais, as vezes inuteis. So para ficar em um exemplo simples: eu fiz uma consulta no dia 23 de agosto e me pediram um hemograma completo. Tive que realizar uma pequena cirurgia e no dia 22 de setembro fizeram (como pre-requisito da cirurgia) outro hemograma completo! Ah va, para que? Nunca fariam isso no Brasil. O que pode mudar em 1 mes?

Ha outros fatores que relacionarei em posts futuros, mas essa solicitacao exagerada de exames certamente contribui para um custo excessivo da saude aqui nos Estados Unidos.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Tea Party

Excelente coluna de um tory ingles sobre o Tea Party. Resume tudo o que a esquerda burra pensa (e fala) a respeito do Tea Party. Em geral os colunistas e jornalistas brasileiros vomitam a mesma porcaria. Eu mesma confesso que nao sabia que TEA era um acronimo ("taxed enough already"). Achava que era uma referencia aos bostonianos que jogaram a carga de chá ao mar no porto de Boston gritando "no taxation without representation" contra a odiosa coroa inglesa.

O problema, ao meu ver, do Tea Party, sao os candidatos. Sarah Palin para presidente nao dava. E Michele Bachmann tambem nao da - essa ultima, gracas a Deus, so vem perdendo terreno cada vez que abre a boca e solta mais uma bobagem, como foi o caso da vacinacao. Alem de ela, como o imbecil do Obama, nao ter experiencia administrativa nenhuma. Nao ha nada mais interessante por ai para o Tea Party apoiar nao? Um cara com excelentes ideias, um discurso limpido e inteligente, um futuro brilhante como presidente dos EUA? Onde esta o novo Ronald Reagan? Onde???

Se eu votasse hoje, meu candidato seria o Mitt Romney. Mas ainda tenho esperancas de que Ronald Regan Jr surgira antes de 2012.

sábado, 17 de setembro de 2011

Flu Shot e os Iluminados

Hoje fui tomar a vacina da gripe. Todo ano eu tomo. Em Londres e no Brasil ganhava a vacina dos bancos em que trabalhava. Aqui, o plano de saude cobre. Se nao cobrisse provavelmente eu pagaria do bolso, afinal sao apenas 25 dolares, e eh uma dose dupla: o virus normal e mais o virus suino.

Lembro que nos 4 anos que passei em Londres era sempre a mesma discussao no trabalho: galera, ja se inscreveram para receber a vacina? E sempre a mesma resposta: nao, eu nao acredito em vacinas. Huh???

Uma dinamarquesa colega minha chamava especialmente a atencao. Ela nao acreditava em Deus - era conto de fadas para criancas. Ela acreditava que nos (nos, os privilegiados na concepcao dela) ganhamos o que ela chamava de "loteria uterina". Por isso deviamos sim ao resto da populacao mundial que perdeu a loteria. Ela se sentia obviamente culpada por ter ganho a loteria - se ela ganhou, alguem perdeu. Ela votava nos liberais, logicamente. E obviamente a ciencia era a Ciencia com C maiusculo.

Mas nao ha uma contradicao? Se a Ciencia eh soberana, por que entao ela nao toma vacina? Vacina nao eh religiao, nao tem que acreditar ou nao acreditar, nao eh uma questao de fe. Vacina eh vacina, eh basicamente um punhado de virus mortos ou amortecidos num liquidozinho qualquer injetado no musculo do braco. Voce desenvolve anticorpos contra aquela cepa de virus e voila! - nao tem a doenca. Ou se tem, tem de forma branda.

Eu nao entendo esse pessoal altamente civilizado. Ela era dinamarquesa, criada nos Estados Unidos. Deveria ser 10x mais civilizada que uma brasileira como eu e no entanto nao tomava vacinas. Porque nao acreditava em vacinas! E a idiota da Michelle Bachmann entao? Foi dizer em um comicio que a vacina de HPV (HPV causa cancer cervical, energumena!) provocava retardo mental. Retardo mental em criancas de 12 anos? Pelamordedeus. A fala da mulher eh criminosa. Tem um movimento aqui nos Estados Unidos que, desde que um imbecil de um pseudo-cientista ingles disse que vacina dava autismo, prega a nao vacinacao de criancas. O resultado? Ha criancas americanas morrendo de doencas perfeitamente evitaveis que matavam no inicio do seculo XX...

sábado, 10 de setembro de 2011

Servicos Publicos - Uma Droga Em Qualquer Pais

Meu, servico publico em qualquer pais eh ruim. Obviamente ja testei Brasil, Inglaterra e Estados Unidos e faco a generalizacao para os demais. Pagaria para um dia entrar em um predio publico e ser atendida como o pessoal da Cartier atende meu marido. Com sorrisos, com cara boa, de bem com a vida, nao colocando dificuldades e pedras no meu caminho. Ah, como cantam la em casa: sonho meu, sonho meu...

Na Inglaterra, como eh publico e notorio, as donas gordas do atendimento publico so faltam latir na sua cara. Tem um programa excelente de humor que retrata perfeitamente o caso: Little Britain. Entrem no YouTube e tentem assistir a alguns episodios, serio, eh de rolar de rir. Um humor, diga-se de passagem, infinitamente superior à porcaria que eh o humor brasileiro. Estao vendo, ate sei reconhecer algumas superioridades dos britanicos - nao cuspo tanto assim no prato em que comi.

No Brasil os atendentes em geral nao sao chatos - às vezes sao mal informados, e o servico eh ruim porque eh extremamente desorganizado, como tudo alias no Brasil. Desorganizacao eh a nossa caracteristica principal.

Vamos aos EUA. Estou tentando tirar a minha carteria de motorista aqui, no estado de New Jersey. Entro no website deles, a informacao nao eh completa. Parece que preciso traduzir minha carteira de habilitacao do Brasil para nao ter que fazer um novo teste de direcao. Ok, cade a lista de tradutores autorizados? Nao se acha em lugar nenhum do site. Ligo para os caras. A mulher que atende nao sabe responder nada de nada e me manda ir no Detran de Jersey City. Vou ate la e a mulher de la, apesar de muito simpatica, nao pode nos ajudar. Diz que nao tem a lista la - voce tem certeza de que nao esta no website? Sim, tenho certeza, quer checar voce mesma por favor? Vou ver com meu supervisor, e ah o meu supervisor diz que voce tera que ir ao Detran de Bayonne. Nao, serio? Nao pode me dar um tradutorzinho que seja, fala serio, vai me fazer camelar ate o Detran de Bayonne, thanks very much for your help. Ah, e para completar a chateacao: fecharam a sucursal do Detran em Jersey City, agora so em Bayonne.

Hoje fomos a Bayonne. Horrivel. Perdemos o bumba (que so passa a cada 40 minutos) e resolvemos ir a pe. Demorou 1 hora e 15 minutos a pe. Por mais de 40 minutos o Barba e eu eramos os unicos brancos na rua - a rua mui propriamente nomeada Martin Luther King Jr. Meu, lembrei da primeira aventura nossa no Harlem negro. Os caras comecam a te olhar de forma estranha, voce olha duro mas comeca a tracar a rota de fuga na cabeca, caraca, nem um carro de policia nas redondezas? So para completar, voltamos de bumba e nunca mais voltaremos la a pe.

O Detran de Bayonne fica aberto das 8 a 1 da tarde no sabado mas as 11 da manha todas as senhas para carteira de habilitacao ja haviam sido distribuidas. Cerrrrrrrto. Apesar de termos levado toda a documentacao, estavamos mais indo em busca de informacao, ok, no problem. O Barba entra la para pegar a informacao, precisamos ou nao precisamos de tradutor e se precisamos onde esta a maledeta da lista? Eu na fila la fora ja estava brincando com o asiatico bonitao na minha frente: so falta agora os caras nos mandarem a Newark, nao ninguem merece, nobody deserves it, man!

Resultado: tinhamos toda a documentacao que o folhetinho do proprio Detran nos obrigava a levar mas a mulher inventou que precisavamos de mais umas 3 coisas, uma delas minha carteirinha fisica do social security que so vai chegar com a mudanca da mobilia daqui a 2 semanas (isso eh outra novela, um dramalhao brasileiro, os portos nao funcionam no Brasil). E bom mesmo eh chegar cedo, porque sempre tem fila (ja que fecharam a sucursal de JC) e mesmo cedo ja tem neguinho aqui formando a filinha de sempre do servicinho publico de M. A unica coisa boa: nao, nao precisamos traduzir nada. Vai que os caras entendem portunhol, ne... Custava me passar essa info por telefone?

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Chicago

Estou impressionada com Chicago! Eh uma cidade limpa, moderna, bonita, organizada. Ao mesmo tempo em que os predios fenomenais dao à cidade um ar serio, as praias do lago Michigan quebram a monotonia do aco, cimento e vidro. Ou seja, Chicago eh uma cidade muito mais bonita e interessante que Nova Iorque.

Mas o que mais me impressiona mesmo eh o lado cultural. Chicago tem um parque lindo (one of many), no meio da cidade, chamado Millennium Park. Durante todo o verao estao sendo promovidos concertos gratis no parque, que conta com uma concha acustica que eh uma obra de arte por si propria. Concertos de *musica classica*, para ser exata, 3 vezes por semana. Em outros dias ha shows de jazz e blues e outros generos musicais.

Logico que a primeira coisa que me vem a cabeca eh comparar a cidade com uma similar no Brasil: a minha propria cidade, Belo Horizonte. Bom, para comecar nos nem parques temos, entao fica dificil promover concertos em parques. Vamos entao a uma cidade mais rica e de maior porte com parques, Sao Paulo. Ha musica gratuita no Ibirapuera? Com certeza ha. Ha musica classica gratuita no Ibirapuera? Mas nem a pau.

Cultura... Falta cultura no Brasil. Ha batucada gratuita no Ibirapuera. Ha bumbos, nao ha violinos. O Barba disse que se colocassem musica classica o povo nao se interessaria. Eu discordo. Promovam um evento e esperem que eles virao. E se interessarao. Senao eh o classico caso de quem veio antes, o ovo ou a galinha.

Depois me veio a cabeca... A populacao afro-americana em Chicago eh grande. Aqui, eles tocam saxofone. Por que no Brasil eles tocam bumbo? Por que os Estados Unidos tiveram Miles Davis e o Brasil tem o horror de Carlinhos Brown?

A questao eh retorica...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Super Herois



Enquanto isso, na Sala de Justiça...

P.S.: amei a Hillary de Mulher Maravilha e o Osama de Capitao America, logico...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Osama-Obama



Otima essa, achei no Telegraph.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Lack Of Respect

Estou em Nova Iorque no momento. Fomos `a missa solene das 10.15 da manha na catedral de St Patrick ontem. Tenho que admitir, a missa mais bonita a que ja assisti eh a da Farm Street Church em Londres (11 horas da manha de domingo em latim). Alias, qualquer missa de Londres eh melhor que missas nos Estados Unidos, Brazil, Portugal, Espanha e Italia. A Holanda, a Belgica e a Franca vem empatadas em segundo lugar. Mas nao era sobre o ranking das missas que queria discutir. A leitura de hoje era sobre a adultera. "Jogue a primeira pedra quem nunca pecou". O padre no sermao nao poupou nada: todos somos pecadores e a sociedade de hoje mais do que nunca eh conivente com o pecado. Deu exemplos e mais exemplos de pecadilhos que todos cometemos em maior ou menor grau, e em seguida comecou a lista de outros maiores, tais como viver junto antes do casamento, ter amantes, "live a gay lifestyle". Ah... Um casalzinho gay que estava atras de mim saiu do banco, passou pela frente do altar e se dirigiu `a saida lateral. De maozinhas dadas. Os tipos na verdade nao sao catolicos que nao concordam com o que o padre disse. Acho que eles estavam la por outros motivos, va saber. Agora, precisa fazer isso? Precisa sair de maozinha dada? Eu nao vi nenhum adultero mandando o padre se catar, ou eu que me juntei antes do casamento levantando os punhos e brandindo-os no ar. So querem chocar. Na verdade, isso eh na minha opiniao uma gradessissima falta de respeito para com a religiao dos outros. Sao uns imbecis. E o problema todo esta que nao podemos jogar pedra neles. "Atire a primeira pedra quem nunca pecou".

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Paladino

O candidato a governador de Nova Iorque fez alguns comentarios pertinentes sobre a parada gay. Eh realmente nojento ver aquele pessoal sem quase roupa nenhuma fazendo uma quase orgia no meio da rua. Eu tambem nao levaria meus filhos e sobrinhos para assistir a uma pouca vergonha dessas. Como tambem nao levaria para assistir a mulher pelada desfilando no Sapucai, que fique claro. A unica diferenca eh que as ruas e avenidas sao locais publicos e portanto esse tipo de evento deveria ocorrer em locais em que apenas quem quisesse assistir deveria entrar.

Nao saia na rua em dia de parada gay, vao me dizer. Mas a rua eh publica e portanto eu nao deveria ter que assistir `aquilo. De qualquer forma passo longe, bem longe, das paradas gays.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Era o que faltava!

Now, the serious Christian God that *WE* good Christians worship is supposed to send a message to the lunatic so that he won't burn the Koran.

Em bom brasileiro: nao aguenta bebe leite!!! OTARIO!!!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Wikileaks

Essa de que o cara do Wikileaks cometeu crimes sexuais contra 2 mulheres eh muito manjada, nao? Acho que a CIA podia se sair com algo melhor do que isso para tentar incriminar o sujeito.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Mexico

Eu acho que os Estados Unidos na verdade deveriam imitar a Alemanha Oriental, so que ao inves de atirar nas proprio cidadaos deveriam obviamente atirar nos mexicanos que tentam entrar. Afinal, o muro ja foi construido ou nao? E se Bobama vai posicionar soldados, por que reclama da lei do Arizona?

Sera que ha tuneis de contrabando como em Gaza?

All in all, a pergunta que queria fazer mesmo eh a seguinte: por que ha tantos drogados no pais? Por que nao punem os drogados com mais rigor? Se nao ha drogados, nao ha trafico. Morte aos drogados. E deportacao macica aos imigrantes ilegais.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Bobama Mostra Os Dentes

Que palhacada esta sendo esse caso da BP no Golfo do Mexico. Finalmente Obama mostrou a que veio: socialistinha de M contra o capitalismo de mercado!

Acho que de tanto achar Mulla "the guy" - ele deve estar treinando as horriveis tiradas mullisticas na frente do espelho todos os dias - comecou a despejar besteira como o coleguinha socialista latrino-americano. Boquirroto!

Pois nao eh que Obama diz que se Tony Hayward trabalhasse para ele ja o teria demitido! Eu me pergunto, ou pergunto a Bobama: e quem o distintissimo senhor colocaria no lugar? Tony Hayward ate o momento tem feito tudo que eh humanamente possivel (divinamente so com os diretores do Goldman Sachs, tai, quem sabe nao chamam os deuses do Goldman para resolver o pepino?) e eh muitissimo competente e bem visto pelo mercado.

A outra imbecilidade vomitada pelos deputados americanos no caso foi a seguinte: a BP nao pode pagar dividendos! Nao! Mas por que nao? Porque nao e pronto. Porque nos estamos dizendo que nao! Porque nos somos politicos socialistas e portanto as empresas, antes de responderem aos acionistas, respondem a nos. Sacou?

Mas... A BP tem dinheiro em caixa o suficiente para limpar a meleca e para pagar dividendos! Voce nao ouviu direito, nao sabe tomar um NAO como resposta?

Seu... seu... Bobama!

P.S.: I am seriously worried about plain capitalism in America... As a matter of fact, in the world. Because you can be sure that free market capitalism is brain dead as of now with all this government intervention all around in the world. *sigh*

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Grande!!!

Os Estados Unidos foram atras de Saddam Hussein (que nao tinha armas de destruicao em massa, e pelo qual eu nutria uma especial simpatia), acompanhados pelo seu fiel escudeiro o Reino Unido.

Parenteses: a ligeira referencia a Don Quixote e Sancho Panca foi de proposito, e o episodio a que me refiro eh o que ele ataca os moinhos de vento. E mais: o George Bush nao batia bem da cabeca tal qual Don Quixote, ja o Sancha sabia muito bem o que estava acontecendo mas era afinal de contas um simplorio, tal qual o Toninho Blair!

Agora que realmente precisam livrar o mundo do maluco de Tehran, nao tem nada ne?

Bando de bosta. Se eh policia do mundo que pelo menos cumpra o papel decentemente.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Afghanistan

Eu obtive a indicação desses 2 artigos no e-mail de investimento que recebo todos os dias. O autor do e-mail havia demonstrado sua decepção com Obama por mandar mais tropas ao Afeganistão - o que aliás me causou muita surpresa, sendo esse sujeito republicano e portanto deveria apoiar a guerra no Afeganistão - nem falo da do Iraque.

Um leitor mandou os artigos a ele e ele nos repassou. Antes disso, eu também escrevi a ele expressando minha surpresa por ele republicano ser a favor da retirada de tropas, e também por dizer o seguinte absurdo: ao contrário do Iraque, que estaria desestabilizando a região, o Afeganistão nunca havia feito nada à América. Meu, disse eu, parece que você se esqueceu que os caras planejaram e lançaram o ataque às torres gêmeas lá do Afeganistão! E o Iraque NÃO tinha armas de destruição em massa, e se vocês decidiram ir lá retirar um ditador amigo do poder por causa de uma disputa pessoal, bem, quem acabou desestabilizando a região foram vocês (vide o Irã shia pintando e bordando na região porque não tem mais o Iraque suni a lhe fazer frente).

Eu acho que eu ainda era mais esclarecida que o americano que envia a carta de investimento, mas eu não era tão esclarecida como o autor dos artigos. Eu também acreditava no mito de "graveyard of empires" e toda aquela baboseira, e claro que sempre achei os caras primitivos - continuo achando, mas não acho que todo primitivo é bonzinho, a la Rousseau. Aliás, os primitivos costumam ser piores que os civilizados, bem piores, pois nem o fino verniz (aquele, que esconde toda a nossa ruindade) que nós temos eles têm.

Artigo 1: American Myth About Afghanistan - From Alexander To The Soviets
Artigo 2: Afghanistan - It's (sic) Strategic Importance To America

Com certeza há mais material para ser lido, eles até são breves demais para o meu gosto e minha curiosidade histórica. Se vocês descobrirem mais coisa, por favor me enviem.