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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Avatar II - Resposta a Funes

Comentario do Funes: Não acredito!A informática permite hoje tudo. Não há efeito especial que nos possa ainda surpreender. Se a história é bobinha, os personagens maniqueístas e o contexto rousseauniano, se o único mérito do filme são os efeitos especiais (que no estado actual das artes digitais já só por benevolente excesso se podem chamar especiais), então o filme não é bobinho, é o cúmulo da bobalhice. É o drama actual de Hollywood. Ao insistir em filmezecos cujo único e reclamado mérito é o de conterem efeitos sem novidade e ao alcande de quem quer que se disponha a gastar mil milhões de dólares neles, faz só filmes bobalhões. Lucrativos, porque a populaça dos cinemas é, a 99,99% bobalhona.

Como podem ver acima, Funes me chamou de participante da plebe ignara, populaca, ignorante e bobalhona. Acho que devo merecer tanto xingamento, nao por ter gostado do filme, mas por ter me expressado mal no post anterior.

Nao sao os efeitos especiais que sao legais. Eh a imaginacao criativa do diretor, tornada realidade na tela, com a ajuda do efeito 3D, que me encantou. Quando os personagens principais andam pela floresta de Pandora, a vegetacao parece saida do fundo do mar. Alias, as sementes da arvore sagrada parecem uma agua viva fosforescente, flutuando na sua frente, bem ali oh...

Foi disso que gostei. Vale a pena ver.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Avatar

Fui ver o filme. Muuuuuito bom! Nao consegui desgrudar o olho da tela durante as 3 horas de duracao. Os efeitos especiais sao fascinantes...

E mesmo sabendo que a estoria era bobinha - personagens planos, maniqueistas, anti-capitalistas, rousseaunianos, etc etc etc - os efeitos especiais superam tudo isso!

Eu tambem queria ir la ver como eh Pandora, hehe. Alias, falando nisso, por que o nome Pandora para o planeta? Foi de proposito?

domingo, 22 de novembro de 2009

2012

Mantenha distância desse filme. Eu já sabia que ia ser ruim, mas eu não sabia que ia ser TÃO ruim. Dá vontade de chorar no filme... de desespero: 3 horas de pura tortura - física, mental e intelectual.

Acho que foi o pior filme a que assisti: junto com O Quarteto Fantástico, Transformers e Buena Vista Social Club. Ok, Buena Vista não assisti de verdade, levantei e fui embora depois de 10 minutos de filme - o único até hoje (juro que quase fiz isso em JFK, mas preferi dormir no cinema). Ia fazer isso agora, mas não queria voltar para casa sozinha.

O que me irrita mais não é a má qualidade dos atores, as cenas dramáticas ou pior ainda, aquelas totalmente impossíveis de acordo com as leis da física. O que me irrita mais é a falta de lógica. Já dei a entender no post anterior que é a lógica que difere uma pessoa (10% da humanidade) de um macaco (o restante, infelizmente - como diz o Funes no comentário).

Em "2012", eles acham que te enganam mostrando cenas de ação uma atrás da outra de forma que seu cérebro esqueça que o argumento deles é ridículo - ou pior, que não há argumento nenhum. É mais ou menos assim, e se você é um die hard fan desse tipo de filme o que vou falar aqui não vai te impedir de ir ao cinema: (1) o sol em uma certa data de 2008 emite mais neutrinos em direção à Terra; (2) os planetas se alinham de uma certa forma peculiar a cada 640 mil anos (da última vez os dinossauros foram extintos); finalmente (3) os maias haviam previsto o fim do planeta em 2012.

Alguém com um mínimo de inteligência consegue me explicar logicamente o que (1), (2) e (3) têm a ver entre si...? Algo aí é informação inútil que não vem ao caso, assim como a vizinha queria que eu cedesse a vaga a ela porque o outro vizinho tinha 3 vagas...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Eu Tenho A Solução...

... definitiva para colocar fim à violência no Rio de Janeiro:

- Napalm neles! Napalm neles!

Ao som d'A Calvagada das Valquírias, de preferência.

Estava eu na Tailândia e não conseguia deixar de pensar nos charlies. Até resolvi que as próximas grandes férias serão ou no Vietnan (em algum daqueles resorts maravilhosos que estão construindo no lugar das plantações de arroz - o capitalismo ganhou, baby!) ou nas Filipinas (porque queria muito muito ver aquela praia onde foi gravada a cena mais épica de todos os tempos do cinema mundial - foi em Luzon).

- I love the smell of Napalm in the morning.

Falando em cinema, assistimos filmes excelentes nessas férias. Um claro foi The Beach, com o di Caprio. Todo mundo só conhece o local em que estávamos por causa dele.

Outro filme legal que assistimos foi In Bruges com o Colin Farrell. Nós passamos o último feriado que tivemos em Bruges, e eu simplesmente adorei a cidade. Aliás, dizem que é a cidade medieval mais conservada da Europa. Realmente um brinco, e melhor de tudo, comemos filé mignon todos os dias a 19 euros apenas, com um acompanhamento gigantesco das melhores batatas fritas da face da Terra, e mais de 50 tipos de cervejas diferentes. Um verdadeiro paraíso medieval, se é que se pode dizer. E todo mundo em Londres me perguntava se eu tinha visto o filme, e eu ainda não tinha feito isso. Assista, é simplesmente hilário.

Lembrei dos três porque de certa forma envolvem a Tailândia, Bruges e os charlies, tudo ao mesmo tempo agora.

- Die charlie die!

domingo, 13 de setembro de 2009

Não Assista!

Ontem fui ver Inglourious Basterds. O título tem razão, é inglourious mesmo. É chato, é boring, é bobo.

Em geral eu gosto de Quentin Tarantino. Eu realmente considero Pulp Fiction um dos melhores filmes a que já assisti. Extraordinários também são Natural Born Killers, Reservoir Dogs (Cães de Aluguel) e Kill Bill.

Mas Inglourious Basterds entra no mesmo nível de From Dusk till Dawn: um verdadeiro lixo (crap!). Logo, dependendo do seu Tarantino predileto, vá (ou não) ver o filme.

Mas algumas coisinhas que gostaria de ressaltar - e depois me digam se concordam ou não: um dos basterds judeus mais parece o Bruno de Sacha Cohen - viadinho, baitolo - toda aquela fúria assassina em uma das primeiras cenas do filme era somente para liberar a vontade de queimar a rosquinha com o portento alemão...

Depois vem o Brad Pitt com um sotaque sulista que mal e mal dá para entender - para delírio da platéia inglesa do cinema, que odeia alemães e acha os americanos uns palhaços!

Daí a chatíssima francesa judia - que de judia nada tinha, nem um nariz maiorzinho para disfarçar, nada, nada, nada. Não vou contar uma das cenas em que somente eu dei uma risada mais alta no cinema senão vocês ficam sabendo do final, mas que foi engraçado foi. Já não aguentava mais a guria e suas duas verrugas no pescoço...

Enfim, uma completa porcaria. O personagem que salva é o nazista apelidado de Jew Hunter, Col. Hans Landa. Irônico, engraçado, educado, sutil, violento e determinado, ele talvez seja o único personagem tridimensional do filme todo.

domingo, 5 de julho de 2009

Recomendo

Public Enemies, o filme. Gostei bastante! Não vejo a hora entretanto de Inglourious Basterds entrar em cartaz por aqui... Acho que serão os dois melhores filmes do verão desse ano. E eu adoro o Tarantino!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Valkyrie

Fui ver o filme ontem. Eu sou fanatica com filmes sobre a Segunda Guerra Mundial, por isso nao perderia por nada desse mundo.

Ha boas cenas no filme, o elenco eh competente, ate mesmo Hitler eh convincente - tem uma hora em que ele da uma olhada que fica claro que ele eh demente, louco, biruta, pirado mesmo.

Agora, fala serio, o Tom Cruise nao consegue mesmo se fazer passar por um coronel alemao. Nao da, nao da e nao da. Ele tem muita cara de americano! O filme acabou pecando por isso, por colocar um ator americano com cara de americano no papel principal. Ate o Kenneth Branagh parece menos ingles, e por conseguinte mais alemao, do que o Tom Cruise.

Fiquei vendo o Tom na tela e assoviando a musica tema de Top Gun, sabe como. Pobre Stauffenberg, como toda a carga dramatica do filme virou um mero Maverick.

De qualquer forma, gostaria de comentar aqui como o ser humano eh engracado. Ou talvez apenas eu seja engracada, sabe-se la. Eh claro que todo mundo sabe que Hitler se matou. Logo, o plano para mata-lo nao deu certo. Mas nao eh que no filme todo voce fica se perguntando, sem querer, "sera que ele vai conseguir"?

Eh como comentei no post anterior: a esperanca eh a ultima que morre, mesmo quando ja sabemos de antemao que a coisa nao vai dar certo. Ter esperanca eh natural do ser humano. So que nao passa, de novo, de "wishful thinking", de um mero "state of mind".

sábado, 20 de dezembro de 2008

O Novo Bope

Eh bem rudimentar e amador o curta-metragem, mas ganhou as ruas.

Veja a parte 1 aqui. E a parte 2 aqui. Eu gostei bastante...

O proprio cineasta responde a alguns comentarios no YouTube. Engracado foi um participante dando a opiniao de como resolver os problemas do Rio de Janeiro: com gasolina e fosforo...

Primitivo demais, meu filho! So se resolvem os problemas do Rio de Janeiro assim...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

My Name Is Bond

Sou fan numero 1 dos filmes de James Bond. Desde que o ator Daniel Craig passou a ser o James Bond, claro. Logo, esse eh o segundo filme que assisto.

Eu havia gostado muito mesmo de Casino Royale. Estava esperando algo do mesmo tipo. Nao foi o que aconteceu. Vamos aos defeitos principais:

- O 007 sempre papa uma gostosuda com cara de latina, que em geral eh a mulher do bandido, nas primeiras cenas do filme. Ai a gostosuda aparece misteriosamente morta. Nada disso acontece nesse filme. A Bond Girl do filme eh russa com cara de latina e eh a unica atriz no filme e nao morre.

- Ha cenas de sexo em filmes do Bond, definitivamente. Nesse filme, nem umazinha para contar. No outro, o Bond aparece de calção na praia, saindo do mar, uma cena show de bola. Aqui, ele mal e mal tira a camisa e eh so isso que os olhos femininos irao ver. Uma pena. Para os homens entao, o resultado eh pifio. Aparece as costas de uma garota *inglesa*, se muito.

Para nao dizer que o filme eh totalmente ruim, as cenas de acao sao legais. Perseguicoes, carros alucinantes, vingancas, etc, isso ate que vale. Mas o roteiro desse ficou meio falho.

Pior sera se levarem a serio a proposta da Shilpa Shetty, uma atrizinha indiana de Bollywood que so ficou conhecida aqui na Metropole depois que ganhou de favor um Big Brother. Ela disse que poderia encarnar perfeitamente a proxima Bond Girl. Hmmmm eh ruim heim? Se nem com as liberais russas nao conseguimos ver nada, imagina com indiana. Afinal, o Richard Gere foi la e deu uma beijoca na bochecha da indiana e quase foi preso. Ai que pecado...

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Haja Vista?!?

Eu queria ter assistido ha uns dois finais de semana atras o "The Boy In The Striped Pyjamas". Era mais um filminho sobre a Segunda Guerra Mundial. O menino lindo alemao de olhos azuis (mas de cabelos negros como a asa da grauna) brinca com o judeuzinho de cabelo raspado no campo de concentracao de Auschwitz.

Nao deu, e aqui no Brasil ainda nao entrou em cartaz. Minha mae me ofereceu o livro para ler. Ela eh bibliotecaria em um colegio de BH. Da para ler o livro em duas horas. Se o escritor gastou duas horas para escrever, acho que eh ate demais dedicar duas horas para a leitura.

Pior de tudo eh ler o livro em portugues. Pelo que entendi, o menino coloca apelidos em tudo que nao entende, entao o Führer vira Furia em portugues - essa ate que nao é má, mas Auschwitz vira Haja-Vista. So compreendi agora que li o artigo da Wikipedia que o original em ingles chama Auchwitz de Out-With. Bom, de onde o babaca que traduziu para o portugues tirou Haja-Vista, fico me perguntando...

Conclusao: va ver o filme, e nao perca tempo com o livrinho - no diminutivo aqui por ser um livro de dimensoes pequenas. Parece que o livro foi escrito para virar filme mesmo, e apenas isso.

sábado, 20 de setembro de 2008

RocknRolla

Recomendo o filme, eh muito bom! Vou tentar assistir ao show da banda The Subways, que aparece tocando em um local do underground londrino no filme...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Robin Hood Revisited

Uau, fiquei impressionada. Aqui, na terra do Labor? Nãooooo!!!! Robin Hood é herói nacional, um dos poucos verdadeiros heróis de esquerda do mundo, com um coração generoso, só querendo fazer o bem, não matando ninguém... Eu acreditava nisso quando era criança e detestava o Sheriff de Nottingham. Principalmente naquela versão da Disney em que o Robin era uma raposa e o Sheriff um lobo, sei lá, algo do gênero, mau, bem mau.

Mas cliquem aqui, é verdade. Quando passei os olhos e vi que o Crowe ia fazer o Sheriff pensei: mas ué, ele sempre faz mocinhos! Quem será o Robin então?

Tá-rá, o mocinho é o Sheriff defensor da lei! O Robin nunca passou de um bandido dos maiores!

Quero ver o resto do elenco, espero que não tenha nada de politicamente correto. Numa versão em série para a BBC aqui, eles botaram um monte de ator negro, indiano, o escambau a quatro. É, no meio da Floresta de Nottingham. Hilarious!

P.S.: por favor, nada de revisionismos com Ricardo Coração de Leão e o Rei Arthur, heim... Eles sempre foram do lado certo da história!!!

quarta-feira, 19 de março de 2008

O Caso da Francesa e Melquíades Estrada

Sabem aquela francesa que teve o rosto desfigurado por uma doença e estava pedindo o direito à eutanásia? Foi encontrada morta. Não disseram ainda como ela morreu, mas morreu.

Achei esquisitíssimo o pedido dela. Primeiro, como seria eutanásia se ela não estava à beira da morte? Não seria então o tal do suicídio assistido, como fazia o Dr Death nos Estados Unidos?

De qualquer forma, com doença desfigurante ou não, com dores horríveis ou não, não concordava de jeito algum com o pedido dela. Se você quer morrer, se mate oras. Nem precisa avisar ninguém, pega uma pistola e estoura os miolos, compra veneno de rato, pula de uma ponte, se joga na frente de um ônibus, sei lá, há tantas formas de acabar com a vida por aí. Mas pedir que alguém acabe com a sua vida? E se o médico for cristão, como resolver essa pendenga? Eu se fosse médica não faria abortos muito menos eutanásias por livre e espontânea vontade, oras. Aliás, nem se fosse forçada a isso, mudaria de profissão.

Isso me lembra um filme muito louco que vi na tv um desses dias em que Mr X estava aqui em Londres, pós viagem da Itália. O filme se chama The Three Burials of Melquiades Estrada (2005), e foi dirigido pelo Tommy Lee Jones. Recomendo que assistam um dia desses. De qualquer forma, vamos ao que interessa. No meio do filme, o Tommy Lee está levando o cadáver do amigo que foi morto para ser enterrado no México, mais o autor do assassinato. Eles param em um rancho de um velho cego, perdido no meio do nada na fronteira do México com os Estados Unidos. O velho cego desconfia do que está acontecendo, mas ao mesmo tempo simpatiza com o Tommy Lee. Ele lhes dá comida e comenta que está lá sozinho, há mais de 2 meses seu filho não vem visitá-lo e ele é cego e sozinho no mundo (além de morar no meio do nada). Bom, no final da cena o Tommy Lee agradece a hospitalidade e se prepara para sair. O velho cego lhe faz um pedido, temente a Deus que é: que o matasse antes de ir embora, já que ele sabe que o filho nunca mais virá e ele não quer ficar ali. Tommy Lee responde magistralmente que, assim mesmo para não ofender a Deus, ele não pode matar o velho...

E sai cavalgando pelo deserto, levando atrás de si o homem morto no cavalo e o sherife acorrentado...

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Clássicos

Uma das melhores trilhas sonoras de todos os tempos... Ennio Morricone é de morrer. Ou de matar. Do filme "The Good, The Bad, And The Ugly".


P.S.: A música chama-se "The Ecstasy of Gold", e há uma gravação magnífica do Metallica no álbum S&M com a Orquestra Sinfônica de San Francisco.

P.S. 2: Vendo os clipes do filme foi que reparei como o Clint Eastwood era maravilhoso. Que cowboy sensacional!!!

sábado, 20 de outubro de 2007

Tropa de Elite

Finalmente consegui ver o filme, pelo Google Video. A imagem esta perfeita, so nao da para colocar na tela inteira no computador, melhor assistir pequenininho mesmo.

Lavei a alma, ah mas como lavei. Adorei o filme, acho que ate vou ver de novo. Capitao Nascimento eh o meu heroi, Capitao Nascimento para presidente do Brasil. Capitao Nascimento eh o nosso Chuck Norris, so ele eh capaz de mostrar que ainda ha decencia nesse pais de valores invertidos.

E disseram que havia tortura no filme, eh? Eu nao vi tortura nenhuma. Vi um saquinho plastico sendo utilizado algumas vezes, chamam isso de tortura? Ah mas estao com o coracao muito mole... Isso nao eh tortura nao.

As melhores cenas do filme para mim:

1) a "pleiba" levando o tiro na cabeca, e o "pleibo" sendo queimado vivo pelos traficantes. Adorei, amei, deviam ter matado mais "pleibos".
2) o Matias passando no meio dos "Sou da Paix" e "Morra Rio" vestidinhos de brancos com carinhas de santos do pau oco e dizendo a verdade na cara deles. MACONHEIROS! Showwwwwwwww!!!

Unica decepcao: o Matias devia ter matado aquele "pleibo" delator, bem devagarinho. Aquele maconheiro nao vale um vintem furado, sua morte nao significaria nenhuma perda para o mundo. Que maconheiro vale alguma coisa?

Uma cena hilaria: eles pegam os bandidos na favela e o moleque logo diz: sou estudante. Estudante, hahahahahahaha. E la vem os jornalecos dizendo que a policia mata estudantes e gente de bem nas favelas, sei. Estudante, faca-me o favor. Tu eh criminoso, mermao. Colaborador do trafico eh criminoso.

Homem de preto qual eh sua missao
Entrar pela favela e deixar corpo no chao

Isso me lembra a revolta que senti quando houve o evento de Carandiru e a imprensa caiu de pau na policia de Sampa. Ainda bem que ninguem foi preso, porque nao tinha que ser mesmo. Fez-se justica no pais.

Alias, deveriamos voltar a tona com o assunto: pena de morte ja!!!! Ou, como dizia o Maluf, lugar de bandido eh no cemiterio, a 7 palmos abaixo da terra.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

So Long, Bergman!

Bergman tomou o xeque-mate final... Uma grande perda para o cinema de qualidade.

domingo, 24 de junho de 2007

Fantastic Four e Outros

Nao recomendo, a nao ser que voce tenha menos de 12 anos de idade ou que esteja levando criancas menores de 12 anos ao cinema.

Bobinho, bobinho... E olha, nao eh por nada nao, mas a Jessica Alba com aquele cabelo louro platinado tingido e aquele beiço gigante pintado de vermelho no final eh de assustar qualquer um. Corajoso o Mr. Fantastic...

Mudando de filme, assisti tambem ao Letters from Iwo Jima. Fantastico, fenomenal. Awesome! (como eh bom falar essa palavra, nao ha nenhuma que se compare a ela em portugues; just awesome entao eh uma coisa indescritivel: "the movie is awesome", "the restaurant is just awesome", "the food is awesome", "the guy is awesome", etc). Agora quero ver se vejo o filme irmao, The Flag of Our Fathers.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Alemaes

O que os alemaes sabem fazer de melhor, alem de cerveja, bratwurst e automovel, eh musica. Numa discussao acalorada com o William, em que eu dizia que preferia as operas alemas às italianas, sem querer menosprezar as segundas, logicamente, acabei me esquecendo de citar as favoritas, as quais tive o prazer de assistir: Lohengrin, por Richard Wagner (Theatro Municipal de Sao Paulo) e Carmina Burana, por Carl Orff (Credicard Hall). O William ficou indignadissimo, pois pelo visto eh fan incondicional do Luciano Pavarotti. Eu ja nao curto tanto assim o gordinho, pois para mim, opera, como qualquer outro show, nao eh apenas um espetaculo auditivo, mas visual tambem. Nao consigo associar o Pavarotti a um mocinho apaixonado pela heroina.

Pena que ainda nao tive a chance de assistir a uma montagem de Die Walküre, ou As Valquirias. Sempre que ouco a musica principal, A Cavalgada das Valquirias, lembro da cena mais do que classica de Apocalypse Now: os helicopteros entrando em formacao pela praia, e o ataque a vila vietnamita com napalm, tudo isso ao som glorioso da musica de Richard Wagner.

Para terminar a semana, fiquem com A Cavalgada das Valquirias. Um classico em todos os sentidos.


Obs.: Shall we dance? Veja a melhor cena de filme de guerra de todos os tempos aqui. Nao acredito que desde 1979 nao fizeram nada melhor, grande Coppola. Run, charlie!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

A Indesejada

Pois bem, estava demorando um pouco para colocar esse assunto na pauta do dia, mas como desse encontro nao conseguimos mesmo nos esquivar, tive que traze-lo a tona.

Eu nao tenho medo de morrer, muito antes pelo contrario, como diria todo bom mineiro. Afinal, viver para sempre deve ser tremendamente chato e monotono. Se eu ja estava morrendo de tedio ontem (sem trocadilhos), imagina se tivesse de viver por uma eternidade.

"Uma geração passa, outra vem; mas a terra sempre subsiste. O sol se levanta, o sol se põe; apressa-se a voltar a seu lugar; em seguida, se levanta de novo. O vento vai em direção ao sul, vai em direção ao norte, volteia e gira nos mesmos circuitos. Todos os rios se dirigem para o mar, e o mar não transborda. Em direção ao mar, para onde correm os rios, eles continuam a correr. Todas as coisas se afadigam, mais do que se pode dizer. A vista não se farta de ver, o ouvido nunca se sacia de ouvir. O que foi é o que será: o que acontece é o que há de acontecer. Não há nada de novo debaixo do sol." (Eclesiastes, 1, 4-9).

O fantasma que vem me assombrando, no entanto, eh o fato de certas coisas terem a possibilidade de sobreviver a nos. E ontem tive a certeza final: visitando esse blog, descobri que a autora morreu (pode ser um hoax, nunca se sabe) e ninguem fez o favor de retira-lo do ar. Que coisa mais morbida, Deus me livre; eh como se a pessoa morresse e o parente guardasse todas as roupas, todos os objetos, deixasse o quarto intacto...

Como acho tudo isso muito deprimente, pretendo arrumar umas 2 ou 3 pessoas de confianca na blogosfera, as quais terao todos os meus dados e contatos. Caso eu desapareca da internet sem deixar cheiro nem vestigio, entrarao em contato com a familia. Constatando que perdi inevitavelmente no jogo de xadrez com a indesejada, deverao colocar um post-mortem no blog, deixar o obituario por uns 3 dias, e entao acionar o Blogger para que apaguem a minha pagina definitivamente.

terça-feira, 27 de março de 2007

23 Graus Centigrados

Ou de como conheci Betty Blue.

Eu deveria escrever Celsius, mas achei que a palavra centigrados ficava melhor no titulo. Entao, a essa hora aqui, a temperatura la fora eh de 23 graus... Oh nao, nao eh mais uma etapa do aquecimento global. Estamos na primavera!

Eu ainda nao me cansei de admirar a troca de estacoes. Sabem como eh, nao estava acostumada, ja que nao temos as quatro estacoes no Brasil. Vindo para o campus hoje, vi que o muro coberto de hera do parque perto da minha casa comecou a ficar verde novamente. No inverno, ficam apenas os galhinhos retorcidos subindo muro acima.

O titulo do post acaba de me lembrar um filme que vi, ha muito tempo atras: "Betty Blue - 37.2° Le Matin". Vou contar a estoria: eu ainda morava em BH, e frequentava pelo menos duas vezes por semana o Savassi Cineclube, o primeiro cinema "de arte" que foi aberto na cidade. Bom, como o nome indica, so passava filme alternativo, nao-hollywoodiano. Havia duas salas, praticamente sem desnivel algum, bem compridas e finas. As antigas donas eram muito simpaticas, e viviam la conversando com os frequentadores. Elas deixavam, sobre o balcao da banquinha de pipocas e balas, um caderno onde podiamos deixar sugestoes de filmes. A minha maior diversao era chegar ao cinema com uma certa antecedencia e ler os pedidos do pessoal. Eu ate cheguei a escrever algumas sugestoes, se nao me engano. Mas gostava mesmo era de ler. E havia sempre um filme que o pessoal pedia insistentemente: Betty Blue, queremos ver Betty Blue, voces nao conseguem Betty Blue, Betty Blue, Betty Blue, Betty Blue... Naquela epoca sem internet, nao era facil eu dar um google e ler sobre Betty Blue. Que diabos era Betty Blue?

As donas do cinema sempre respondiam aos pedidos: nao conseguimos nenhuma copia, esta dificil achar Betty Blue, estamos tentando, vamos conseguir... Haja paciencia, porque Betty Blue aparecia diariamente na lista de pedidos. Um belo dia, o que vejo em cartaz no Savassi Cineclube? Betty Blue! Elas conseguiram uma copia do filme com legendas em espanhol - o filme eh frances. E logico que fui ver Betty Blue, o filme mais pedido de todos os tempos do Savassi Cineclube, quando ele ainda era chamado Savassi Cineclube.

Anos depois, ja morando em Sampa, recordando o filme, me deu vontade de comprar o livro - sim, o filme eh baseado na obra homonima de Philippe Dijan. Procurei pela internet em todas as grandes livrarias do pais, e nadinha de achar o livro. Sera que Betty Blue era tao dificil assim de ser encontrado, ate mesmo na epoca da internet? Nao desisti: fui a Livraria Cultura (a tradicional, dentro do Conjunto Nacional na Avenida Paulista), e perguntei se poderiam conseguir o livro para mim. Depois de checar o sistema, o rapaz muito simpatico e educado disse que poderiam importar o livro, em lingua inglesa, diretamente de Londres. Demoraria 60 dias. Tudo bem, nao tinha pressa, era so mais uma curiosidade a respeito de Betty Blue. O livro chegou certinho, antes da data final, e eu virei fan de carteirinha da Livraria Cultura. E a saga Betty Blue esta quase terminando, porque na verdade agora estou seriamente pensando em comprar uma copia em DVD do filme.

Certo, voces achavam que eu falaria algo sobre o filme/livro? Se enganam, nao vou estragar a festa. Recomendo que voces aluguem e assistam, porque vale a pena. Mas nao creio que achem em uma blockbuster da esquina. Para ver Betty Blue, eh necessario um certo esforco...

Obs.: O Savassi Cineclube ainda existe, so trocou de nome; chama-se atualmente Cineclube Unibanco Savassi. Fica localizado `a Rua Levindo Lopes, 358. Perdeu o charme de outrora, como o caderno de pedidos, mas continua passando filmes alternativos, nas mesmas salas sem desnivel algum...